Dúvidas frequentes e curiosidades
- Qual imóvel comercial foi meu maior desafio de avaliação?
- O maior desafio na avaliação?
- Qual patologia aparece em quase toda obra que visito?
- Por que escolhi unir engenharia e mercado imobiliário?
- O que aprendi trabalhando na Caixa e no Banco do Brasil que uso até hoje?
- Arremataria um imóvel de leilão para mim mesma?
- Qual ferramenta não sai da minha bolsa numa vistoria?
- O maior VGV já avaliado?
Qual imóvel comercial foi meu maior desafio de avaliação?
O WTC de São Paulo: mais de 180 mil m² de área construída. Foram 7 dias só de vistoria, seguidos da avaliação completa do empreendimento e de uma manifestação técnica sobre o valor de IPTU — que, na época, era o terceiro mais alto de toda a cidade de São Paulo.
O maior desafio na avaliação?
O maior sem dúvidas foi um inventário de uma família do OESTE de SC, onde Franciele atuou como administradora e coordenadora da equipe de avaliações.
Alguns números e fatos que chamam atenção na avaliação dos bens do maior espólio avaliado pela empresa.
- 97 laudos, 5 módulos.
O inventário reúne 97 laudos de avaliação, organizados em cinco módulos: imóveis urbanos, imóveis rurais, semoventes, máquinas e equipamentos, e avaliação econômica de empresas.
- Mais de meio bilhão em jogo.
Somando bens físicos e avaliação econômica das empresas, o valor total avaliado ultrapassa R$ 600 milhões.
- O bem mais valioso.
A Fazenda, em Paranatinga (MT), foi avaliada em R$ 76,8 milhões — sozinha, vale mais do que os módulos de Semoventes e de Máquinas e Equipamentos somados.
- E o menos valioso.
Na outra ponta está outra Fazenda, em Novo Santo Antônio (MT), avaliada em apenas R$ 46.700,00. Entre o maior e o menor laudo do inventário há uma diferença de mais de 1.600 vezes.
- Terrenos avaliados em R$ 0,00.
Dois terrenos urbanos em Joaçaba (SC) — na Rua Felipe Schmidt e na Rua Trompowski — foram avaliados em R$ 0,00, situação que costuma sinalizar pendências registrais ou de posse.
- Três estados, 22 fazendas.
O módulo rural se espalha por Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso, somando 22 fazendas avaliadas.
- Um pouco de tudo.
Além de terrenos, casas e fazendas, o acervo inclui um posto de gasolina, uma fábrica de adubos, uma concessionária de veículos, um hotel e a sede de uma administradora de consórcios.
Qual patologia aparece em quase toda obra que visito?
Infiltração por falha de impermeabilização. É o problema mais recorrente e um dos mais caros de corrigir depois de pronto. Detalhe: quase sempre era evitável na fase de projeto e com custo baixo, se comparado ao refazimento pós pronto.
Por que escolhi unir engenharia e mercado imobiliário?
Essa pergunta eu já me fiz muitas vezes. E a resposta é simples: passei a vida toda entre números, laudos e canteiros de obra — anos avaliando imóveis para CEF, Banco do Brasil e bancos privados. Nesse caminho todo, sempre estive ao lado de corretores, vendo de perto como eles enxergam o mercado.
Foi aí que percebi: corretor entende de mercado, engenheiro entende do imóvel. Eu decidi não escolher um lado — juntei os dois. Hoje, quando avalio um imóvel, não digo só quanto ele vale. Digo por que vale, e o que pode fazer esse valor cair se não for bem cuidado.
É essa bagagem, técnica e de mercado, que eu trago para cada avaliação.
O que aprendi trabalhando na Caixa e no Banco do Brasil que uso até hoje?
Rigor documental. No banco, um processo não anda sem a documentação correta.
Hoje aplico esse mesmo critério em cada laudo, vistoria e assessoria de leilão, porque no mercado imobiliário, o detalhe do papel é o que protege o cliente.
Arremataria um imóvel de leilão para mim mesma?
Sim, desde que passasse pela mesma análise que faço para clientes: edital, matrícula, ocupação e dívidas.
Leilão é oportunidade real, mas só para quem faz a lição de casa antes do lance. E é exatamente aí que entra a união entre engenharia e jurídico: o jurídico verifica se o imóvel está limpo no papel, enquanto a engenharia verifica se ele está limpo na realidade, estrutura, estado de conservação, ocupação de fato, o que precisa de reforma. Um lado sem o outro deixa brecha. Foi assim que aprendi a avaliar, e é assim que eu mesma arremataria: com os dois olhares juntos, antes de qualquer lance.
Qual ferramenta não sai da minha bolsa numa vistoria?
Trena a laser e uma boa câmera nunca saem da bolsa. Mas a ferramenta mais importante é o olhar técnico treinado — e saber ouvir durante as entrevistas.
O maior VGV já avaliado?
Entre os laudos já elaborados, o maior VGV (Valor Geral de Vendas) registrado pertence a uma fazenda localizada na Bahia, avaliada em 2024. Com 370 hectares, o imóvel alcançou a marca de aproximadamente R$ 2 bilhões, aplicando-se o método involutivo de avaliação, que parte de um empreendimento hipotético viável para a área, projetando a receita de venda de suas unidades (lotes ou glebas) e descontando os custos de produção, comercialização e o tempo de exposição ao mercado, trazidos a valor presente.